Cooperativismo

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História do cooperativismo, o nascimento de uma grande idéia - 2008-11-12 09:59:31.0

No século 18 ocorreu a Revolução Industrial na Inglaterra. A mão-de-obra perdeu grande poder de troca. Os baixos salários e a longa jornada de trabalho trouxeram muitas dificuldades socioeconômicas para a população. Diante da crise surgiram, entre a classe operária, lideranças que criaram associações de caráter assistencial. A experiência não teve resultado positivo.

Com base em experiências anteriores buscaram novas formas à idéia e concluíram que, com a organização formal chamada cooperativa, era possível superar as dificuldades. Isso desde que fossem respeitados os valores do ser humano e praticadas regras, normas e princípios próprios.

Então, 28 operários, em sua maioria tecelões, se reuniram para avaliar suas idéias. Respeitaram seus costumes e tradições e estabeleceram normas e metas para a organização de uma cooperativa. Depois de um ano de trabalho, acumularam um capital de 28 libras e conseguiram abrir as portas de um pequeno armazém cooperativo, em 21-12-1844, no bairro de Rochdale-Manchester (Inglaterra).

Nascia a Sociedade dos Probos de Rochdale, conhecida como a primeira cooperativa moderna do mundo. Ela criou os princípios morais e a conduta que são considerados, até hoje, a base do cooperativismo autêntico. Em 1848, já eram 140 membros e, doze anos depois, chegou a 3.450 sócios, com um capital de 152 mil libras.

Cenário do cooperativismo no Brasil

Por volta de 1610, quando foram fundadas no Brasil as primeiras Reduções Jesuítas, houve a intenção de criar um Estado em que prevalecesse a ajuda mútua. O modelo de sociedade solidária entre missionários, indígenas e colonizadores visava, em primeiro lugar, ao bem-estar do indivíduo e de sua família acima dos interesses econômicos da produção. Incentivada pelos padres jesuítas, vigorou por cerca de 150 anos entre os índios guaranis, nas diversas Reduções, a prática do mutirão, vivenciada pelos povos primitivos.

O Movimento Cooperativo propriamente dito começou a ser conhecido no Brasil somente por volta de 1841. Em Santa Catarina iniciou-se quando o imigrante francês Benoit Jules de Mure tentou fundar, na localidade de Palmital (pertencente ao município de São Francisco do Sul e hoje ao município de Garuva), uma colônia de produção e consumo com base nas idéias de seu compatriota Charles Fourier. Em 1847, também o francês Jean Maurice Faivre, sob inspiração de Fourier, fundou nos sertões do Paraná a Colônia Tereza Cristina, que, apesar de sua breve existência, muito contribuiu para o florescimento do ideal cooperativista no país.

No decorrer do século XIX, com a chegada de imigrantes alemães e italianos, as iniciativas foram mais freqüentes. Muitas das comunidades que se formaram em todo território nacional, mais especialmente no Sul, tentaram resolver seus problemas de consumo, de crédito e de produção com organizações comunitárias nos moldes que conheceram em suas pátrias de origem.

Além das iniciativas já citadas, mencionam-se ainda as de Rio dos Cedros - Santa Catarina e Ouro Preto - Minas Gerais (1889), Limeira - São Paulo (1894). Já no século XX, em 1902, o jesuíta suíço Theodor Amstadt motivou colonos de origem alemã a criarem em Vila Imperial, hoje Nova Petrópolis/Rio Grande do Sul, uma cooperativa de crédito rural.

Nas décadas de 50 e 60, principalmente, o cooperativismo teve relativa expansão no Brasil, estendendo-se a diversos segmentos da sociedade brasileira. Hoje, atua nos mais variados setores da vida nacional.

O dia do cooperativismo

O Dia Internacional do Cooperativismo, instituído em 1923, no congresso da Aliança Cooperativista Internacional - ACI, tem o objetivo de comemorar, no primeiro sábado do mês de julho de cada ano, a confraternização de todos os povos ligados por esse sistema econômico.



 
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