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Cooperativas sociais - O resgate da Cidadania através do cooperativismo - 2015-08-31 10:37:18.0

O cooperativismo é uma das modalidades de associação com maior capacidade de promover mudanças sociais, aliada a um processo inquestionável de distribuição de renda, com “alforria” do trabalhador, alçando-o a condição de verdadeiro detentor dos resultados de sua força de trabalho. Promove mudanças profundas em toda sociedade, trazendo em seu DNA um parâmetro de igualdade que não se encontra de maneira tão evidente nos dias atuais.
 
A ideia de associação de pessoas em busca do bem comum é o cerne do modelo cooperativista, porém, nos dias atuais, com a modernidade, o aumento da concorrência,  e a própria globalização sustentam-se grandes organizações sob o manto do cooperativismo, o que em nada altera a essência, pois é possível manter os princípios cooperativistas, independentemente do volume do negócio em si. 
 
Cooperativismo não é e não deve ser sinônimo de pequenez, de coisa primária, de quebra galhos, porém, jamais podemos perder de vista o efetivo caráter social atrelado a esse modelo.
 
E talvez de maneira inconsciente, a Lei nº 9.867, de 10 de novembro de 1999, resgatou o conceito de cidadania através do Cooperativismo e o fez ao regulamentar as denominadas COOPERATIVAS SOCIAIS, como sendo pessoas jurídicas de direito privado com a finalidade de inserir pessoas em desvantagem no mercado econômico, excluídas socialmente e com limitações, por meio de trabalho autônomo.
 
A norma legal estabelece mecanismos de Inclusão Social, Resgate da Dignidade, Igualdade de Tratamento, trazendo mais conforto social aos excluídos, ao permitir que esses excluídos passem a contar com possibilidades de ganho real, afastando-os da marginalidade social, e resgatando-os de obter ganhos apenas pela caridade e assistência pública.
 
A lei permite aos deficientes físicos e sensoriais, aos deficientes psíquicos e mentais, as pessoas dependentes de acompanhamento psiquiátrico permanente, aos egressos dos hospitais psiquiátricos, aos dependentes químicos, aos egressos de prisões, aos condenados a penas alternativas à detenção e aos adolescentes em idade adequada ao trabalho e situação familiar difícil do ponto de vista econômico, social ou afetivo, a união através de uma COOPERATIVA SOCIAL, mediante apresentação de documento formal comprovando essa condição de “exclusão social”, com isso, resgatando sua dignidade enquanto ser humano.
 
As Cooperativas Sociais são apenas mais um exemplo de que o Cooperativismo tem uma força incomensurável de promover mudanças sociais, e, principalmente, cooperar para enfrentarmos juntos os momentos difíceis que se avizinham, conscientes de que dias melhores somente virão se mudanças profundas ocorrerem em cada um de nós, brasileiros, lutando contra a corrupção de dentro para fora, de dentro de nós para a sociedade, para a política, pois corrupção é desde o pequeno gesto individual até o grande desvio, como aqueles que assistimos em Brasília. Cooperativas são a opção em momentos de crise, pois no fundo todas poderiam ser chamadas de cooperativas sociais!

Costantino Savatore Morello Junior




 
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